Calendário 2010 de feiras de presentes, decoração e artigos para casa

por Sandra Vasconcelos | 27 de fevereiro de 2010 | Nenhum Comentário

Próximas feiras nacionais e internacionais em 2010:

Craft Design: Feira de produtos inovadores
Data: 26 de fevereiro a 1 de março de 2010.
Horário: 10h às 20h.
Local: Centro de Eventos São Luís
Rua Luís Coelho, 323
Consolação – São Paulo – SP


A Craft Design em 2010 – espaço para designers consagrados e também para novos talentos

40ª Gift Fair: Feira de artigos para casa
Data: 1 a 4 de março de 2010
Horário: 10 às 20h
Local: Expo Center Norte. Rua José Bernardo Pinto, 333 – São Paulo – Brasil
Feira integrada à D.A.D e Complements

IHA – International Home + Housewares Show: Feira de artigos para casa
Data: 14 a 16 de março de 2010
Horário: 14 e 15, das 8h30 às 17h30, e 16, das 8h30 às 17h00
Local: Mc Corminck Place – Chicago – Estados Unido Continue lendo »

O Artesanato Contemporâneo no Mundo é tema de palestra em São Paulo

por Sandra Vasconcelos | 26 de fevereiro de 2010 | Nenhum Comentário

No próximo sábado 27/2/2010, duas palestras vão turbinar a Paralela Gift deste ano, em São Paulo. Para a palestra O artesanato Contemporâneo no Mundo foram convidados membros do Form Ideas — movimento inglês em defesa da recuperação do artesanato. O objetivo é estreitar relações com artistas e entidades no Brasil para fomento de parcerias para projetos colaborativos.

Outra palestra tem como tema Art Jewellery no Brasil e no mundo. Nesta, a joalheira Ela Bauer, polonesa radicada na Holanda, aborda o projeto educacional e cultural Nova Jóia — para estimular a Art Jewellery no Brasil.

A Paralela Gift acontece até o dia 1/3 no Shopping Iguatemi. Confira programação na agenda do Museu da Casa Brasileira.

Trash art, reflexão do cotidiano?

por Sandra Vasconcelos | 25 de fevereiro de 2010 | 1 Comentário

Todos nós produzimos lixo. Tem gente que não está nem aí com o lixo, tem gente que não percebe o lixo, tem gente que consome lixo e tem aqueles que transformam lixo algo em outra coisa — concreta e visível para, quem sabe, propor uma reflexão sobre o consumo.

Usar o lixo como arte já tem até nome: lixo-arte ou trash art. Robert Bradfort faz esculturas com sobras de brinquedos; um urso polar feito com sacolas plásticas; Veronika Richterová choca com sua lagosta feita com garrafas pets. Outro exemplo é a alta costura transgressora de Emma Kaywin, com seu vestido feito com preservativos vencidos que iriam para o aterro sanitário.

Pode não agradar aos olhos, mas faz pensar. Ou pelo menos, deveria. Sim, refletir sobre o cotidiano também é arte.

Robert-Bradfort-trash-art

Robert Bradfort faz pessoas e animais com brinquedos quebrados

urso polar Eden Project, UK

Escultura de urso polar,Eden Project near St Austell, Cornwall, UK.

Trash-art-lagosta-pet

Lagosta de Veronika Richterová

Vestido-feito-de-camisinhas-vencidas

Vestido de Emma Kaywin feito de preservativos vencidos

babeldasartes@gmail.com

Reciclagem inspirada: bijuterias feitas com zíper

por Sandra Vasconcelos | 20 de fevereiro de 2010 | Nenhum Comentário

O descarte e o desperdício são assuntos relevantes no mundo da moda. A designer Tara St. James partiu para a ação e criou uma coleção de bijuterias com pedaços de zíperes (também chamado zíper, fecho-de-correr ou fecho éclair) que sobravam na sua confecção e também com aqueles descartados pelo seu fornecedor porque estavam quebrados. O resultado é uma coleção ecofriendly que inclui pulseiras, colares e chaveiros que fazem o maior sucesso em vendas na Etsy.

Terço, bijuterias e acessórios feitos de paciência e de papel

por Sandra Vasconcelos | 20 de fevereiro de 2010 | 1 Comentário

O mineiro Afonso aprendeu a fazer rolinhos de papel quando criança, na pré-escola e achava divertido. Cresceu, tornou-se professor e prestes a se aposentar voltou a enrolar papéis como hobby e complemento de renda. Sua maior diversão é encontrar papéis com grafismos pra fazer peças com cores diferenciadas. Seu últimos garimpos foram posteres de filmes descartados por uma locadora de DVD. Eles se transformaram em bijuterias artesanais cheias de estilo.

Terço feito de rolinhos de papel

O artesão corta os papéis em tiras e com os canudinhos faz terços e mini-terços, brincos, pulseiras e colares. Ele também gosta de customizar hashis e lápis de cor com as tirinhas de papel. Estes fazem muito sucesso como brinde corporativo. As peças têm acabamento impecável e são impermeabilizadas com resina atóxica para maior durabilidade. Algumas bijuterias têm até purpurina para dar um brilho especial.

brincos artesanais feitos com papel

Criatividade: hashi customizado com tiras de papel

As peças já estão disponíveis na vitrine da Babel das Artes e em breve também na loja virtual. Tente — faça você mesmo! Requer apenas paciência e capricho.

PASSO-A-PASSO

Recorte o papel (escolha o tipo de corte de acordo com o volume que quer dar ao canudo de papel – A, B ou C). Passe uma camada fina de cola em um lado do papel. Enrole com um palito de dente. Passe fio de por dentro do canudinho de papel e intercale com miçangas.

Cabideiro duplo feito à mão

por Sandra Vasconcelos | 20 de fevereiro de 2010 | 1 Comentário

Cabideiro tem rosa artesanal de escamas de peixe

O cabideiro duplo é uma criação da designer Cleide Cunha. Com retalhos de madeira e flores produzidas com escamas de peixe ela desenvolveu uma peça decorativa e utilitária de beleza singular e de design surpreendente. Pode ser usado no hall de entrada, no lavabo ou até mesmo no quarto.

A peça artesanal é um produto social, feito por associação de mulheres capacitadas pela designer na cidade do Recife/PE. Opções de cores: café e dourado. Para comprar, faça sua encomenda por e-mail ou veja a disponibilidade em nossa loja virtual clicando no selo abaixo.

Evento Teia-PB reúne em João Pessoa Pontos de Cultura da Paraíba

por Sandra Vasconcelos | 18 de fevereiro de 2010 | Nenhum Comentário

O evento Teia-Pb tem como objetivo reunir os diversos Pontos de Culturas do estado da Paraíba para debater  experiências e promover uma mostra de seus produtos e serviços. Os principais temas que norteiam os debates são: Perspectivas dos Pontos de Cultura, Novos Editais e Articulações.

Segundo o blog Ponto de Cultura Cantiga de Ninar, na Paraíba atuam 23 Pontos de Cultura, nas cidades de João Pessoa, Bananeiras, Campina Grande, Serra Branca, Taperoá, Catolé do Rocha, Cajazeiras, Aparecida, Areia, Nova Palmeira, Esperança e Itabaiana.

No Teia-PB também serão realizados o I Fórum Estadual dos Pontos de Cultura e o lançamento da campanha “Lei Griô Nacional” que busca instituir uma política nacional de transmissão dos saberes e fazeres de tradição oral em diálogo com a educação formal.

O objetivo da lei é o fortalecimento da identidade e ancestralidade do povo brasileiro, por meio do reconhecimento do lugar político, econômico e sócio cultural dos griôs, das griôs, mestres e mestras de tradição oral do Brasil (saiba mais aqui).

Veja aqui a programação completa.

Local: Hotel Ouro Branco, Tambaú, em João Pessoa, PB
De 18 à 20 de Fevereiro.

Outras informações: pontos-de-cultura-da-pb@googlegroups.com

Babel das Artes na Casa Claudia on line

por Sandra Vasconcelos | 17 de fevereiro de 2010 | Nenhum Comentário

Clipping: Babel das Artes na Casa Claudia

Estamos no roteiro de compras da revista Casa Claudia, da editora Abril. Alguns acentos foram trocados e outros faltaram, mas é ótima a oportunidade de aparecer em uma revista tão conceituada. Depois a gente conta pra vocês se a aparição dá ou não um bom recall.  Confira a página original clicando neste link

Bolsa artesanal: cores, retalhos e fuxicos para o Verão

por Sandra Vasconcelos | 12 de fevereiro de 2010 | Nenhum Comentário

bolsa artesanal verão 2010

Bolsa artesanal com fuxico e flores

bolsa com fuxico flores

Bolsa de mão artesanal patchwork

Na vitrine da Babel das Artes, as bolsas da Dadá são objeto de desejo neste Verão. As cores e tecidos foram cuidadosamente escolhidos pela designer e alguns fuxicos ganharam complementos de mini botões e bolinhas peroladas. Um charme.

As bolsas artesanais são feitas com retalhos em composê e texturas surpreendentes. A bolsa modelo Caixa tem tamanho G (24 x 24 cm) e tamanho P (20 x 20 cm). Tem bolsos com zíper nas quatro faces externas, são forradas e tem fechamento com metal. Acabamentos com entretelas, sianinhas e pespontos. Não existem duas iguais. Cada peça é única e exclusiva.

Confira mais detalhes e outros modelos de bolsas feitas à mão na loja virtual. É só clicar no botão abaixo.

Leitora pede ajuda aos índios Guaranis do ES

por Sandra Vasconcelos | 6 de fevereiro de 2010 | Nenhum Comentário

Foto Wikipedia : Karai Guarani na aldeia Tey Kue, em Caarapó (MS).

Abaixo, o e-mail recebido na íntegra.

Os Guaranis do Espírito Santo precisam de ajuda!
Um grupo de índios Guaranis que moravam em Aracruz, numa terra cercada de eucaliptos e improdutiva, mudaram para uma terra doada à eles em 2004 na Serra do Caparaó. Uma terra no meio da mata, fértil e com água limpa, a terra sem males. O pajé Tupã fez visitas freqüentes à essa terra durante todos esses anos, preparando o local para receber as famílias indígenas. No início do ano de 2010 vieram cerca de 6 famílias, todas com crianças, e quase nenhum indígena fala português.

Há dois dias atrás (dia 04 de fevereiro de 2010), os Guaranis receberam a “visita” do IBAMA, ICMBio e do diretor do Parque Nacional do Caparaó, mandando eles desocuparem o local. Eles subiram até a aldeia e tiraram as lonas que cobriam as barracas. Os índios, coagidos e amedrontados por esses homens, desceram a serra carregando malas de roupas e alimentos. A televisão já noticiava o acontecido.Amigos nossos que tem um contato maior com Tupã nos ligaram e nos informaram da situação, pois moramos a poucos quilômetros da nova aldeia.

Dia 05 de fevereiro estivemos no local. Um rapaz do ICMBio e o diretor do Parque já estavam por lá. Conversamos com Tupã e com outros índios, e falamos que eles não podem sair de lá, que eles não deviam desocupar a terra deles, pois eles tem direito de estar ali. Alguns índios jovens queriam ir embora, e outros queriam ficar. Os homens brancos e encapotados vieram com carros grandes para levarem os índios embora, mas só levariam se fossem todos, e se eles lhe dessem a palavra de que não voltariam para a serra.

Depois de horas de conversa, pajé Tupã decidiu ir acompanhado dos outros jovens para a aldeia de Aracruz, e os guaranis que ficaram não voltariam para a aldeia no alto da serra. Depois que os carros foram embora, conversamos mais com os guaranis. Dois deles falavam português, Felix Cairu, o mais velho, e o jovem Valdemir. Explicamos novamente que nem Ibama, nem ICMBio nem ninguém do parque tem o direito de tirá-los de lá. Que eles deviam esperar a documentação chegar no lugar deles. E que não podiam deixar outros chegarem até a aldeia e desmontarem a casa deles. Eles resolveram então subir novamente.

Enquanto isso, esses nossos amigos de Vitória e Aracruz já entraram em contato com Rogério e conseguiram toda a documentação burocrática que o homem branco exige.

Enfim, o ICMBio alega que na última medição feita do parque em 2007, apesar daquela área ser propriedade particular, eles estariam com um processo de desapropriação pois não havia ninguém morando por lá. A doação foi feita em 2004, e os documentos comprovam isso. Nesse tempo, pajé Tupã estava se preparando e preparando os outros guaranis que iriam formar essa nova aldeia. Afinal, eles estavam deixando uma aldeia completamente “urbanizada” para morar na mata.

A Serra do Caparaó faz divisa do Espírito Santo com Minas Gerais, e sabemos que o lado capixaba é o mais preservado. A mata que existe na região não é mais primária, devido ao extrativismo de madeira ilegal que ocorreu nos anos 20/30. Existem poucos animais na região, pois muitos eucaliptos já foram plantados e derrubados. Ainda existem pés de café das lavouras que tomavam conta do pé da serra. Sabemos que tem muita gente que continua explorando indevidamente a área. Sabemos de caçadores, sabemos dos palmitos que são extraídos. Sabemos também de pousadas que cercaram cachoeiras e que até cobram para entrar. Por isso tudo, nada é feito.
Nessa nossa conversa com os Guaranis, percebemos como eles são de paz! Às vezes até passivos demais! Vimos como o rapaz do ICMBio tentava coagir os índios para irem embora, ameaçando chamar os federais, dizendo que ali eles não tem condições de viver no meio da mata! E quando ouvimos isso questionamos ele “e o que você pode dizer sobre o modo de vida deles? Foi uma escolha eles estarem aqui.”

Percebemos também que o grupo que está aqui precisa de ajuda. Precisa de pessoas que fortaleçam juntos e que falem: vocês podem ficar aqui sim, é direito de vocês estarem aqui. E percebemos também que seria muito importante eles terem contato com outros guaranis que vivem na mesma situação deles. Muitos deles nasceram e cresceram numa aldeia urbana, vivendo em casas de alvenaria, com banheiro, e comendo alimentos industrializados. Entendo que eles precisam de um tempo para se organizarem. Os que ficaram disseram que querem ficar por aqui mesmo.

Estamos aguardando a volta do pajé Tupã, e de outros amigos que estão lutando para que essa situação seja resolvida da melhor maneira possível. Pedimos que colaborem na divulgação dessas informações. A mídia já está veiculando suas matérias, o Brasil tem que saber o que está acontecendo aqui! Força aos Guaranis!

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